Pequenos Livros: Vó Nana


“– Tenho muito o que fazer hoje – ela disse. – Tenho de estar preparada.

 – Preparada para quê? – Perguntou Neta.

Vó Nana não respondeu. Nem precisava. Neta já sabia a resposta e isso fez com que ela sentisse um enorme vontade de chorar.”

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           Quando você percebe que há algo de errado com uma pessoa muito especial para você, o que você faz? Vó Nana e sua netinha sempre fizeram tudo juntas, mas, um dia a vó não apareceu para o café da manhã e tudo mudou.

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Vó Nana foi publicado originalmente na Austrália, em 1995, com o título Old Pig. Este livro é um dos favoritos da autora, devido às brilhantes ilustrações de Ron Brooks que soube dar toda a sensibilidade que a história necessitava.

Margaret Wild , a autora, já escreveu mais de 40 livros e já ganhou inúmeros prêmios. Sua primeira publicação foi em 1984. Para saber mais sobre a autora você pode clicar aqui

Ron Brooks, o ilustrador, ilustra livros infantis há mais de 40 anos, também já ganhou inúmeros prêmios, inclusive com Vó Nana. É conhecido por “levar” a literatura infantil australiana para o mundo.

Emocionei-me muito com este livro e ele se tornou um dos meus preferidos. As letras do livro , a história e as ilustrações são harmônicos e criam um ar de carinho, amor e despedida.

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No Brasil, foi publicado pela Brinque-Book com tradução de Gilda de Aquino

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ATENÇÃO: A partir daqui pode conter spoiler do livro

É inevitável , ao ler o livro, pensar no que eu faria se eu descobrisse que alguém que amo está morrendo. Aliás, são poucos os livros infantis que abordam esta temática que considero muito importante.

O lidar com a morte é difícil e perceber como a neta vai observando, aprendendo e tendo os últimos momentos com sua vó dói meu coração. Dói, porque eu não tive essa oportunidade com algumas pessoas da minha família. Conversar sobre a vida.

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É como se a pessoa sumisse do mundo e não tive a oportunidade de me despedir em vida. Acho que toda perda exige um luto. Quantas pessoas já passaram por minha vida e eu nem ao menos sei os sonhos delas? É incrível como tudo está passando tão depressa que vai deixando um borrão em várias partes do meu passado. Alguém já se sentiu assim?  Como me disse a Flávia uma vez: O que ficou das pessoas que você conheceu se as lembranças delas são borrões?

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Pergunta do dia: A temática morte o/a assusta?

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Pequenos Livros: O Rei Que Queria Mudar o Mundo


Uma profecia que anunciava a chegada de um rei que mudaria o mundo.  Com o desejo de ser este rei, Simon sai de sua casa para conhecer o mundo e saber como mudá-lo. Conseguirá o jovem sonhador descobrir o que procurá?

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Este é um livro muito belo, com um bom acabamento de capa dura.  As ilustrações delicadas e simbólicas dão um tom de aventura e esperança à história. As letras do livro são pequenas e alguns parágrafos e frases do texto ficam maiores e ganham mais destaque.

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No Brasil, este livro foi lançado pela Ciranda Cultural , com tradução de Silvio Antunha. Original da França, não consegui encontrar detalhes sobre a autora, mas, quem se aventura no Francês, pode conhecer um pouco mais da ilustradora aqui.

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ATENÇÃO: A partir daqui pode conter spoiler do livro

Toda vez que eu leio este livro, coloco-me a pensar nos significados que podem estar escondidos. Assim como o texto, a ilustração me dá a impressão de um enredo com inúmeras dobras interpretativas. É como se eu tivesse que deixar o livro na minha imaginação para que eu pudesse sonhar os significados possíveis do que me foi passado.

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Ora, quem nunca quis descobrir um pouco do mundo e de si mesmo? Quem nunca teve um momento em que olhasse para além da janela e se perguntasse se há um grande segredo?

O nome Simon, protagonista da história,  é uma variação de Simão e tem como significado: aquele que ouve. As vezes, confesso, ouvir as árvores quando são balançadas pelo vento esperando que algum segredo seja revelado a mim para que eu pudesse sair em uma grande aventura.

Simon desejou virar o rei profetizado, esquecido pelos homens, para que pudesse acabar com a maldade que seu pai contava que existia no mundo. Ele conheceu um pássaro que lhe disse que poderia ensinar a mudar o mundo, porém, o pássaro voou para o sul e nunca mais voltou. Assim, o jovem que queria ser rei, saiu em busca do pássaro e das respostas que procurava.

Eu também busco um pássaro. Talvez não seja um só e sim vários.  As vezes tenho a sensação de encontrar um, mas, são apenas penas.  Outros eu já encontrei. Ao final, Simon encontrou o reino dele. Eu estou construindo o meu e ei de encontrar todos os meus pássaros reunidos.

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Pergunta do dia: Você deseja sair para alguma grande aventura?

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Pequenos Livros: O Ratinho, O Morango Vermelho Maduro e O Grande Urso Esfomeado


Qual seu maior medo? Como enfrentá-lo?  Como o ratinho irá escapar do grande Urso esfomeado?

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Desde sua primeira publicação, em 1984, “O Ratinho, O Morango Vermelho maduro e O Grande Urso Esfomeado”,  deve ter  causado inúmeras sensações em seus leitores. Medo, Compaixão, Receio, Ódio, entre outras…

Este picture book foi escrito pelo casal americano Don e Audrey Wood, autores premiados, que já produziram mais de 40 “livros infantis”. É muito difícil ter passado por esse “tipo” de livros, sem ter lido nenhum livro dos dois.

Os dois foram estudantes de Artes. Audrey começou a escrever livros após o nascimento de seu filho, Bruce, e Don começou  a ilustrar os livros de sua esposa no mesmo ano.  O filho do casal, hoje, também, é ilustrador e já trabalhou em mais de 20 livros.

Para conhecer mais sobre os autores , suas obras e, até mesmo, entrar em contato, podem acessar o site oficial aqui, o facebook aqui ou o twitter aqui .

É difícil pegar esse livro sem se deixar impressionar pelas ilustrações, principalmente pelo grande morango. Até mesmo consegue me tirar água na boca ao imaginar o quanto esse morango está maduro. Gosto da ilustração por me transmitir as sensações, volumes e  texturas presentes na história.

As letras do livro são grandes, porém, parecem-me pequenas diante da ilustração. Acredito que seja intencional.

No Brasil, este livro foi lançado pela brinque-book  com tradução de Gilda de Aquino (para saber mais da tradutora clique aqui ).

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ATENÇÃO: A partir daqui pode conter spoiler do livro

          A princípio este livro me chamou a atenção pelo modo como ele é contado. Parece que quem está falando com o ratinho somos nós, os leitores. Fiquei em dúvida… Será que não era o próprio ratinho falando com ele mesmo?  Afinal, ele morre de medo de um suposto urso que em momento nenhum aparece. O único momento que aparenta ser uma conversa de nós com ele é quando o ratinho oferece o morango como meio de impedir que o suposto urso esfomeado coma todo o seu morango.

Enfim, dúvidas a parte, fiquei pensando sobre as nossas fantasias e nossos medos que nos impedem de fazer um monte de coisa. Não seria como o enorme urso?

Só de não ter mostrado o urso na ilustração, o livro já levanta uma fantasia em todos que o leem. Como será este urso assustador? O que não aparece dá mais medo. Não dá para ver e conhecer o que causa o terror e isso paraliza. O não conhecer paraliza…

Alguns filmes de terror tendem a usar isso… Não mostrando o “Monstro”…Se mostrar perde a graça né? Nossas fantasias são muito mais assustadoras…

Quem nunca teve um medinho sequer do escuro quando criança? Lembro-me de acordar na madrugada com sede e acender todas as luzes da casa para poder descer a escada. Do que será que eu tinha medo? O meu urso era tão assustador assim? Não sei a resposta disso, mas sei que o meu lençol me protegia na volta para a cama. Além, claro, da minha super espada mágica….O pior é quando você descobre que seu grotesco urso assustador…é um ursinho de pelúcia haha, normalmente essa descoberta chega com uma frase: “Nossa! Era Só DISSO que eu tinha medo?”

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Há inúmeras formar das pessoas lidarem com o medo. E, normalmente, todas elas se encaixam em duas: fuga ou modificação. Ou foge completamente, “esquecendo”,  apagando… ou, transforma a “coisa” em algo, numa fantasia…. O “não-conhecimento”, assim, é aliviado.

O ratinho enfrentou realmente o urso? Ou foi fantasiado que dividindo o pedaço do morango, o urso não aparecia?

Estou viajando muito? Mas, uma coisa é certa….o medo se torna mais tolerável quando ele é dividido com alguém….

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          E a pergunta do dia é: Quem é o seu grande urso esfomeado?

Pequenos Livros: Adivinha Quanto eu Te Amo


O amor pode ser  medido? É nesta emblemática questão que o coelhinho pai e  coelhinho filho se aventuram.

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Adivinha Quanto Eu Te Amo se tornou um clássico-moderno (se assim posso chamar) da “literatura infantil”, com mais de 28 milhões de cópias vendidas no mundo todo, este livro, certamente, passou pelas infâncias de inúmeras pessoas. Tenho certeza que cada uma dessas pessoas tem uma história única com este livro.

Ao ler duas entrevistas com o autor, aqui  e aqui , conheci um pouco mais de Sam McBratney , Irlandês, que está a mais de 30 anos escrevendo “livros infantis”. Recomendo enormemente que leiam =). Um dia eu tento traduzir para colocar aqui no blog.

O autor não esperava que o pedido de seu editor para fazer um picture book ( uma divisão que ocorre entre esses livros) fosse fazer tanto sucesso. Voltando-se à um pequeno fragmento que escreveu em um livro anterior, ele se encontrou no duro trabalho de escrever uma história concentrada em poucas palavras que pudesse trazer uma forte conexão aos leitores.

As palavras de Sam McBratney casaram-se muito bem com as ilustrações de Anita Jeram, para conhecer seu site oficial clique aqui , gosto da simplicidade dos seus traços. Parece-me simples e ao mesmo tempo cheio de detalhes. Dá-me a sensação de liberdade.

As letras do livro são grandes, permitindo leitores de todas as idades! Gosto da harmonia entre o gráfico da letra e a ilustração, nenhum deles saltam aos olhos imediatamente,  impedindo um ou outro de aparecer.

Aqui no Brasil o livro foi lançado pela wmfmartinsfontes com tradução de Fernando Nuno. Você pode encontrar mais informações aqui.

Este livro pode ser encontrado em versão de bolso ( clique aqui), versão pop-up ( que eu particularmente amo clique aqui) e há uma versão (que eu dei de presente para a Flá) feita pela editora Salamandra, chamada livro fofinho, toda em tecido e com um belo acabamento. Na versão fofinha não contém a história integral, porém, não acaba com a essência da história e dá até para dormir em cima dele!

E é com grande felicidade que eu descobri, não muito recentemente, que foi lançado este ano um livro com 4 pequenos contos envolvendo os personagens queridos coelho pai e coelho filho.  Estou louco para ler. Você pode saber mais aqui. Assim que eu ler colocarei uma resenha do livro aqui para vocês.

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ATENÇÃO: A partir daqui pode conter spoiler do livro

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Bom, como eu disse anteriormente, este livro tem uma conexão incrível com seus leitores. Talvez por, realmente, ser uma história universal. Quem nunca ficou tentando medir a quantidade de amor que existe?

O teste que o coelhinho filho impõe ao seu pai tentando entender o quanto de amor existe mostra um pouco de nossas inseguranças quanto a vida e até mesmo ao amor. Precisamos nos sentir amados e amar também. Ainda bem que o coelho pai deixa, no finalzinho, o coelho filho ganhar por um momentinho. Entre ganhos e perdas se faz uma relação.

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Imagine se o coelho-filho perdesse todas? O quanto de insegurança iria ter sobre sua própria capacidade de amar?O amor foi longamente discutido por inúmeros poetas, escritores, cientistas,psicólogos,psicanalistas, entre outros. Isso já revela o quanto é forte esse tema. Repleto de contradições.

E foi assim que esse livro ganhou minha admiração, sua simplicidade para com algo muito complexo. E não deixou de perder a complexidade. Do livro se pode tirar inúmeras discussões.

Lembro-me muito bem do dia em que a Flávia me apresentou esse livro, dizendo que fez parte da sua infância. Li e a pergunta que ficou em minha cabeça foi: Em que lugar estava esse livro enquanto eu sofria, enquanto criança, com a dúvida sobre o amor da minha família? Poderia ter me ajudado a entender todas as fantasias que tive. Sou o único que teve e tem essas fantasias sobre o amor?

Com o tempo fui descobrindo mais e mais sobre esses sentimentos e vi que a dúvida não só é exclusividade do amor e sim dos diversos sentimentos para o mundo. Percebi que eu precisava duvidar para acreditar.Os testes sempre aparecem…Afinal, muitos não dizem que são nas piores situações que os verdadeiros amigos aparecem? Parece-me um teste. Não?

Toda essa discussão me lembra (e muito) o filme Amour, um filme francês, lançado em 2012 do diretor Michael Haneke com roteiro do mesmo. Este filme nos trás a história de um casal (Anne e Georges) de idosos.  Anne, ao passar por uma cirurgia, tem parte de seu corpo paralizado. E assim, os dois começam a enfrentar situações muito difíceis e complexas. O quanto estamos dependentes de um outro-segnificativo? Qual o limite da quantificação e teste do  amor . E, enfim, o que é o amor? Se puder, assistam! Eu o recomendo e gostaria de discutir sobre a percepção de vocês, meus queridos leitores, sobre essas questões!

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          E a pergunta do dia é: O quanto você ama?  (Tem resposta para isso?)

Pequenos Livros: A cachorrinha Lalá


          Olá pessoal! Preparados para o meu primeiro post sobre “livros infantis”? Eu sempre o dividirei em dois momentos, resenha e texto. Na resenha tentarei trazer os dados técnicos do livro e, se tiver, algumas curiosidades e no texto, escreverei algumas questões que, no livro, me chamaram a atenção. Boa leitura!

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Lalá, uma cachorrinha de pernas pequenas e gordinhas, pelo castanho, orelha caída, nariz preto e cara branca, amava ir a praça para passear e se divertir com a sua amiga. Porém, sua dona só a levava quando já estava anoitecendo e, pobre cachorrinha, ficava o dia todo sozinha.

Até que um dia, Lalá encontrou uma janela aberta e saiu para explorar o mundo. Durante sua jornada, ela encontrou uma cachorra bem grande chamada Bolota que a levou para conhecer muitos lugares bonitos e, outros, um tanto perigosos.

Quais são as aventuras que Lalá enfrentará?

Escolhi esse livro para começar não por ser meu preferido, mas, por ser o meu mais velho e, possivelmente, o meu primeiro livro (gosto de imaginar isso!). Desde que eu me lembre por gente, este livro está na minha estante.

Ao que me parece, as ilustrações me lembram muito os desenhos mais antigos, como pica-pau, o mundo fantástico de Bob, entre outros (afinal, o livro é de 1986!).Uma coisa que eu gosto de observar é a fonte do livro, tranquila de ler, raramente conseguimos encontrar esse tipo (na parte seguinte do texto há uma foto que mostra como ela é).

Uma curiosidade que descobri da autora é que ano passado foi o seu centenário (o.O) e para saber um pouco mais dela você pode clicar aqui

Para quem se interessar, eu encontrei o livro para vender na estante virtual  (menor preço R$7,00) e na livraria resposta (preço: R$ 3,60)

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O que sempre me chamou atenção no livro foi a janela… a janela que era pulada pela cachorrinha para sentir-se mais inteira.

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No momento em que leio sobre a fuga, sempre me recordo das várias vezes de, enquanto criança, ter olhado pela janela à noite toda estrelada. Imaginando o quanto o mundo era imenso e o quanto eu gostaria de conhecê-lo.

Nos dias mais nublados e chuvosos, meu olhar inevitavelmente busca alguma janela. Parece-me que eu me sinto mais completo, com pensamentos tão sensíveis que mal consigo entendê-los. O meu coração somente estremece!

Encontrei nos livros e nas pessoas a minha janela! São nesses momentos que consigo visualizar algum sentido. Agora, tenho esse blog que, acredito, que vai me ajudar bastante.

Mudando de assunto, ao reler o livro é estranho me reencontrar nas marcas que já deixei nele um dia. Marca de tentativas de escritas ou desenhos como as seguintes:

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Coloco-me a pensar sobre os motivos que me levaram a rabiscar, desenhar e escrever no livro. O livro em si tem muito mais histórias do que a que é contada.

Outra coisa que lembro é da imagem da Lalá triste.

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Sempre me cortava o coração, talvez por ter me sentido muito sozinho no meio da multidão. Quer dizer, toda vez que eu me sentia assim, eu buscava esse livro. Estava eu procurando a tal janela?

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Por que escrevo “livros infantis” entre aspas meu caro amigo leitor? Isso é porque eu não gosto da didatização dos livros, sendo que alguns são feitos somente para ensinar saberes institucionalizados. Mas, enfim….quem sabe um dia eu escrevo um post sobre isso! Seria uma discussão um pouco longa e eu teria que estudar um pouco mais =) Mas, um dia trataremos mais sobre isso!

E a pergunta do dia é: E você? Já pulou alguma janela?