Um dia…


Foi um dia comum dentre todos os delírios e extenuadas emoções em que até então estivera presa. Foi um dia comum no inesperado pacote de tempo que eu pensei ter perdido há muito tempo atrás. Foi num dia comum que descobri toda a verdade que minha delicada máscara tenta esconder. Foi num dia comum que toda minha vida, para sempre, mudou.

Tudo aconteceu quando, num dia perfeitamente nublado, perfeitamente frio (naquela temperatura perfeita para os sentimentos aflorarem), a vontade de escrever tomou conta de toda a minha essência. Sentei na guia tentando ouvir a suave brisa me contar tudo aquilo que meu coração estava gritando, clamando, para se expressar.

Imediatamente peguei um pedaço de uma papel velho que no chão se encontrava e comecei a soltar tudo, turbilhões de sentimentos, pensamentos e ilusões seguraram minha mão e me guiaram pelo mundo que eu ainda não conhecia… tão presa às minha mentiras que inventava para me acalmar, não sabia que tudo poderia explodir ali mesmo. E se esvaiu todo tempo e espaço que pensei ser real. Escrevendo irracionalmente, pensei que tinha perdido a mim mesma… mas, pela primeira vez, estava sentindo a sensação de pertencimento. Pela primeira vez todas as minhas lágrimas puderam ser entendidas e materializadas no mais suave e poderoso gesto: escrever.

Era como se uma enorme e extrema força subjugasse todos que conheci um dia para aquele velho papel.

Quando tudo já estava solto, consegui novamente enxergar à minha volta… meu mundo tinha desaparecido, não conhecia mais aquele lugar. Enormes complexos montanhosos se estendiam à minha vista. Parecendo planar na mais delicada cama de nuvens o ar, rarefeito, inflava meus pulmões acelerando meu coração. Sentia que estava diante de uma força poderosa, o som barulhento do silêncio parecia chamar meu nome. Não exitei e gritei:

ALGUÉM ESTÁ AÍ?

(…) eco

ALGUÉM PODE ME ESCUTAR?

(…) vazio

como um repentino arrepio senti alguém atrás de mim, respirava próximo ao meu ouvido. Senti meu estômago embrulhar e meu coração foi ao seu limite como se todo meu corpo entrasse em sintonia com a sua rapidez.

Virei rapidamente.

(…) nada estava ali.

Milhões de ideias de repente apareceram como o céu estrelado naquele lugar. Anoiteceu.

Olhando para o abismo diante de mim, pensei se era alguma prova. Ora, por que fui parar naquele lugar? Estava presa no pico do infinito. Ahh, esse era o infinito. Que sinestesia mais intensa que pertencia a esse lugar. Sons, gostos, visões, cheiros… tudo misturado nesse obscuro que somente era iluminado pelos trilhões de estrelas que me observavam. Juro que ouvi uma conversar com a outra dizendo:

ela não vai conseguir”

Psiu…ela pode nos ouvir”

Mas devem ser minhas ilusões novamente… sem poder comer, meu corpo já sentia minha fraqueza e se deixou cair no solo áspero e frio. Abracei meus joelhos com toda a única força que me restava.

Amigos, Carinho, Família, Amor…cadê eles nessa hora? Estava sozinha?

(..) continua.;

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Um sonho


Perco-me olhando, neste espelho, os olhos castanhos que não deixam mentir minhas ilusões. Quem será o observador? Quem vive num infundado delírio subjacente?

Imagino-me num grande e profundo poço onde, talvez, o outro lado seja a realidade que aspiro encontrar.

Quando torno a olhar a porta, o elevador, finalmente, chega ao seu destino. Saio para o corredor que me leva à grande avenida. Uma avenida que não é para carros, e sim para pessoas.

Mudei-me há pouco tempo e não me canso deste lugar agitado. Desconhecidos de todos os tipos andam perdidos em seus mundos particulares. Restaurantes e bares antigos esbanjando suas estruturas clássicas secular, alguns até mesmo feitos com ouro que refletem os pequenos pincéis de luz do sol. A avenida é composta de apenas uma pista, criada com o túnel verde de árvores gigantes enfileiradas, levando os desejos e anseios humanos que ali passavam.

Ao abrir a porta do corredor para sair, um ar gélido do aroma que as árvores exalam inflou meus pulmões. Senti-me vivo. Meus pés me levaram ao único restaurante que continha mesas para o lado de fora e me sentei em uma delas. O garçom veio até mim, seu rosto era triste e talvez eu pudesse enxergar as lágrimas nunca choradas, mas como um fantasma foi embora com meu pedido de uma água. Um dia, certamente, sentirei falta de ter perguntado o nome dele. Parei para observar os seres apressados perguntando-me se alguém ali estaria angustiado. Será que é querer demais ajudar e conhecer todos que passam por mim?

Perdi a noção do tempo e não vi minha água chegando, só sabia que de algum modo ela estava na minha mesa. Aquele fantasma tinha passado por mim novamente. Realmente gostaria de saber o nome dele, talvez um oi amigável. Mas, meu coração dizia que eu precisava sair dali, e entrei no túnel. Comecei a andar para o sentido que meu corpo mandava. Ele deveria saber onde estava o lugar certo. Bebi um pouco da água e a rapidez me fez engasgar. Tinha pressa. Andei e andei até os altos prédios se transformarem em casas. Tinha saído do túnel e agora, as árvores estão mais espaçadas, mas, ainda sua altura elevava pequenos olhos que não as conheciam.

Agora, já sei onde estou indo. O lugar tornou-se confortável para meu péssimo senso de direção. Sabia que ela deveria estar por lá. Não pensando mais, segui pela rua até encontrar uma casa com seu portão branco recheado de pequenos detalhes prateados. Ali estava cheio de pessoas. Não conheço ninguém. Sinto alguém me tocando delicadamente nas mãos, que está um pouco fria, um calor entra em transição e resolvo me virar. Nunca poderia esquecer esses olhos que tanto me chamou a atenção desde o primeiro segundo que os vi. Os únicos que me deixaram com ansiedade de aproximação e que me envolverão num desejo de conhecer a pessoa que lançava o olhar capaz de acelerar meu coração. E ele está acelerado agora. As bochechas dela estavam róseas por causa do vento. Seu iminente sorriso me contagiou. E com um tom um pouco rouco da voz disse:

– Pensei que você nunca viria.

Dei meu olhar de conforto, acho que ela entendeu meu recado. Eu sempre estaria por perto, mesmo que minha mente a esquecesse, minha alma se lembrava. Ela está puxando minha mão, me guiando por uma viela onde eu li que era um lugar sem saída. Vendo o final da pequena rua percebo que há um abismo. Irônico aquela placa dizer que é sem saída… Um tanto materialista. Mas, isso não importa. Ela soltou minha mão e agora corre em direção ao abismo. Meu coração dispara… Ela vai se jogar. Uma agonia que cresce dentro de mim me impede de gritar, só quero correr. Ela para e abre os braços, como uma borboleta que dança ao vento. Ofegante e assustado cheguei até ela. Ela me olhou. Não consigo impedir minha vermelhidão. Parece que consegue ler meus pensamentos, porque ela pisca e dá um leve sorriso. Ela diz:

-Este é meu lugar preferido.

Agora que o sol está se pondo percebo as luzes surgindo de uma cidade, muito longe, no fim do grande abismo. Uma visão espetacular. Consigo ver com perfeição o horizonte e o ar frio que reinava naquele local impediu as nuvens de aparecer revelando as pequenas estrelas que apareciam. E com essa visão, nos sentamos num banquinho que estava próximo à beira. A mistura das cores do céu vai acabando e a noite surgindo. Milhões de estrelas como num passe de mágica surgem. Os olhos dela brilham. Ela me olha, sei que não precisamos dizer uma palavra. Tudo ali é indefinido. Agora sei que a realidade que eu queria não está do outro lado do espelho. Está aqui. Agora. Neste momento.

Possibilidades de um silêncio


O som do meu relógio anuncia o novo dia chegando. Um misto de euforia, angústia, me toma conta. Talvez, seja toda a complexidade de meu coração que me impede de racionalizar minhas emoções.

Ainda com meus olhos embaçados de sono, sento na cama. Ao colocar meus pés no chão, de imediato, um leve arrepio percorre meu corpo. Está frio. Sinto meus pensamentos escorrer por entre meus dedos. Levanto-me e ao olhar meu reflexo no espelho, percebo minhas bochechas róseas e meus olhos brilham profundamente.

Queria poder lembrar do sonho que tive.

Vou até a janela e a abro. Num instante todo o mar de nuvens que se eleva no céu toma conta do meu corpo. Seu tom cinza parece revelar minha essência. Por um instante, parece que sei todas as respostas que procuro. Porém, o ar frio que infla meu peito me trás de volta à minha realidade e ela parece ser totalmente diferente do que me lembro.

Não sei que quarto é esse. Não sei onde estou.

Que lugar é esse?

Coloco uma roupa que estava próxima a mim e saio correndo para tentar encontrar alguém. Procuro em todas as portas que encontro pela frente.

Que casa é esta?

Cheguei em um lugar que parece uma cozinha. Diversos sentidos reaparecem com o aroma que ali está. Saboroso a ponto de minha boca salivar. Na mesa há pétalas de rosa que a forram, como uma toalha, e entre elas há grandes morangos, tortas, sucos, pães, talheres, cristais…

Estou com fome.

Será que posso comer?

Quando percebo, já estou comendo. O tato, paladar, cheiro, visão se misturam como a brisa suave e fria que passa por mim. Ao meu redor há diversos móveis e pinturas deslumbrantes que me chamam a atenção. Satisfeita dos alimentos, começo a andar entre elas e uma pintura retem meu olhar mais atento. Nela há uma imensa árvore com suas flores lilases com o vento passando por ela e milhares de pétalas voando. O céu, também, é cinza. Um cinza claro. Na plantação de trigo, que ali existe, crianças brincam e há grandes montanhas completando a imagem. Espanto-me ao verificar que bem escondida tem uma pequena casa. Sinto que tem uma pessoa dentro dela e chegando mais perto e quase fechando meus olhos para enxergar verifico o pequenino brilho dos olhos da pessoa. Com um enorme susto, meu coração dispara. A pessoa da pintura sou eu.

Um extremo medo me toma e ao tentar correr a casa toda se transforma. Agora, cheia de móveis rústicos, parece ser uma cabana. Vou até a porta e ao abri-la uma enorme ventania entra com milhões de pétalas.

Meu Deus. Estou dentro da pintura. Como isso aconteceu?

Ao verificar a imensa árvore vários sentimentos inundam minha mente. Fecho a porta com medo e sento na frente dela tentando esclarecer tudo o que acontece. Lágrimas caem sem mesmo eu entender o porquê. Mas, percebo que não é tristeza e sim, alegria.

Lembrando das crianças que vi na pintura decido ir procurá-las. Talvez estivessem lá. Abro a porta e em meio ao vento, pétalas e trigos saio em busca. Ao verificar atentamente o caminho ouço um grito distante. Olho para trás e um enorme conforto me toma. Lá longe está o que procuro. Um novo grito. É meu nome. Quem grita me conhece e de certa forma o conheço também. A voz é familiar.

Corro e nada mais que isso. Esqueço tudo o que estava acontecendo. Só quero chegar até ele. Borboletas parecem estar na minha barriga.

Estou chegando. Estou chegando.

Vendo-o, instantaneamente, começo a chorar novamente. Estou tão feliz. Ainda correndo tropeço numa raiz que ali se encontrava e antes mesmo de cair sinto-o me segurando. Com firmeza me sustenta e pergunta:

– Olá! Como está, minha querida? Estive te esperando.

A agonia em minha garganta de tanto correr não me deixa dizer mais nada. Uma lágrima de dor do tropeço cai. Suas mãos quentes me tocam a secando.

– Está tudo bem agora, você me encontrou. Não precisava fazer todo esse esforço. Nunca percebeu? Olhe para suas costas!

Assustada, olhei. Eram asas. Asas como de borboletas.

Como nunca as percebi? Como nunca senti?

Olhando para meus olhos profundamente soube que sabia tudo sobre mim. Minhas alegrias, fraquezas, delicadezas…Tudo.

– Elas sempre estiveram aí. Sempre pôde voar. Lembre-se sempre disso. Seu mundo é maravilhoso e sempre estarei por perto em seu coração para tudo o que precisar.

Segurando minhas mãos com firmeza começamos a voar. Era incrível. Não conseguia nem respirar mais. E fomos cada vez mais alto e mais alto. Logo, milhares de estrelas cintilam no reflexo dos olhos dele. Paramos em meio ao mar de nuvens.

– Se um dia precisar de mim, olhe-as [apontando para o céu]. Serão os reflexos do seu coração. Meus olhos.

Não resistindo lhe dei o mais doce e conforto abraço. Fechei meus olhos.

O som do meu relógio anuncia o novo dia que está chegando. Hora de acordar.

Desabafo de uma década que está acabando


Nada. Nada acontece quando não sei realmente o que faço. A vida torna-se meramente limitada a ver, ouvir, sentir com significados tangíveis de ser entendidos. Hora perco-me ao tentar conhecer a mim mesmo, hora disfarço entender…

Pacotes de tempos são perdidos e estendidos à meras ilusões, delírios passíveis de ser enterrados em lágrimas extenuadas. A mais pura sensibilidade que os anos e segundos me ensinarão , são limitados ao fim.

Voo ao vazio, partindo de um coração sem vida, sem melodia; era o único que poderia retirar o barulhento silêncio que teima em invadir os raros e tenros sonhos que por vezes aparecem.

Não me canso de esperar aparecerem…

Mas, vícios subvencionados por uma cultura degradada que não deveriam ocorrer, ocorrem. Sinto-me sujo, nada é límpido, nada satisfaz, nada é suficiente.

Escorrem desesperos pelo olhar…

GRITO….. vazio

GRITO….. ninguém

No fim, nada e nada acontece.

Por isso parto, parto para a nova década. A liberdade de meus infortúnios pesos indolentes, que calejaram meus porques cansados, torna-se aparentemente visível. Súplicas são ditas ao vento para que, de encontro a ele, possa libertar toda borboleta que um dia aprisionei em minhas mãos.

Alguém consegue ouvir meu grito de adeus? A Deus?

Talvez, minha existência está a um passo. Na próxima montanha. Na próxima curva. Na próxima pessoa. Na próxima…

Parto-me

Como atravessar paredes?


Olá pessoal,

Como primeiro texto trouxe “como atravessar paredes ” que fiz  faz um bom tempo. Ainda há bastante erros nele e somente o coloquei aqui para demonstrar por onde comecei a escrever, para me permitir ter a mesma sensação que senti quando o escrevi. Tirando, claro, um certo sentimento de vergonha por ler um texto tão antigo. Mas,mesmo assim, resolvi tirá-lo do baú.

Meu pensamento nesta época ainda era muito confuso, não que tenha mudado #Fato do dia .Enfim, por enquanto, aprendam a atravessar paredes! (MUITO cuidado com isso!)


Há uma maneira certa de atravessar paredes. Não se engane! É um pouco difícil. Primeiramente: olhe para ela, a toque, sinta-a. Após este breve contato sente-se diante dela e feche seus olhos; este é o ponto principal, pois terás de sentir todas as coisas ao seu redor; os sentidos terão de se reunir para formar o sexto, este sim o levará a atravessá-la. Para isso lembre-se: tudo está interligado… Você faz parte de seu mundo. A parte mais difícil é acreditar que pode atravessá-la; a mente dos humanos esqueceu desta capacidade e projetam tudo como algo material, sem a capacidade de entender que tudo é possível. Por esta razão, teremos que sobressair esta parte e ir para o caminho mais fácil do que, apenas, acreditar. E o caminho é: Limpar-se da vida. Esquecê-la por um momento; tudo se encontrar por um segundo a esmo; deixar o desalento de seu corpo se esvair. Assim você será capaz de errar o espaço, pois a eletrosfera de seu corpo não terá mais a capacidade de repelir a dos demais e você fará algo que nenhum ser humano algum fez durante sua existência material: tocar em tudo. Mas não pense que é fácil, o mínimo de atenção sobre o mundo que você acredita ser real reduzirá a capacidade de sua mente e voltará ao comum. Isto ocorrerá em um segundo qualquer, um segundo expulso do tempo. Mas saiba que é uma das melhores sensações que foi dada ao ser , cuidado para não tomá-la como um vício. Agora, como saber que você errou o espaço? Simples, pegue algo criado pelo humano…Que nunca “para” e coloque à sua frente; sim, pode ser um relógio. Olhe para ele e a seguir cumpra os passos anteriores e se, quando você voltar seus olhos ao relógio, os ponteiros não se deslocou só a uma razão para tal fato: você errou o espaço. Pronto esta foi a parte mais fácil de aprender a atravessá-la, agora virá o mais difícil: realmente atravessar. Esteja muito atento a estas palavras. Aprendemos a errar o espaço…Só que há um único problema: a partir do momento que você o errou, passou a tocar em tudo, e tudo se tornou um só, assim não se assuste se, quando você voltar, esteja do outro lado do mundo: seus átomos passaram por tudo que há abaixo de você por causa de força que o impulsiona para baixo. Com isso terei de passar a você a capacidade de levitar todos seus átomos para poder atravessá-la. Portanto preste atenção: Enquanto estiver com os olhos fechados imagine-se no local onde quer chegar, no caso: é do outro lado da parede, não deve haver mais de uma possibilidade; e sim somente uma, pois se isso ocorrer (pensar em mais de uma possibilidade) seus átomos irão se separar e irão para lugares diferentes…E provavelmente nunca mais se unirão novamente. Muito cuidado com isso: quando você imagina lugares diferentes cria diversas possibilidades de futuro e envia uma parte do seu eu para os devidos lugares, criando o que se chama de universos paralelos. E se você errar o espaço, sem querer, com diversos objetivos?Simples, seu universo desaparecerá e sua consciência será transformada em diversas outras. Por isso, REPITO: tenha um único objetivo. Pronto, ao criar uma única possibilidade, seus átomos terão um único caminho futuro. Agora como fazê-los levitar? Quando você tem seu objetivo e erra o espaço, ao errar irá sentir seus átomos se desprender um a um…Esta que é a “sensação maravilhosa”.Mas você tem que sentir mesmo para dar certo…Lembre-se de uma coisa: sua consciência permanecerá imutável, e você deverá usá-la para em outro segundo perdido…Usar os sentimentos aprendidos??? Isto é possível??? Sim, certamente. Quantas vezes, vocês não tiveram sentimentos para sair voando?? Não?? …”Que ódio… gostaria de sair voando deste lugar”; “Nossa! Estou apaixonado, poderia sair voando!!” . Este são somente dois sentimentos…e existem inúmeros! Você terá que aprender todos eles para reunir em uma só consciência e poder, assim, repassar para todos os seus átomos a sensação de voar…eles levitarão. Pronto: errou o espaço, seus átomos se desprenderão e estão levitando com um objetivo futuro. Num outro segundo solto, eles caminharão para seu objetivo, afinal, eles não precisão de algo em que se apoiar e irão atravessar a parede, pois cada ser precisa de seu objetivo para viver. Agora, finalmente, pode abrir os olhos e veja: você está do outro lado de sua parede. Aproveite e olhe sua vida com mais significado. Afinal, você atravessou uma parede.


Gênese


Hipopótamos azuis dançando valsa com fadas encantadas? Feijões rosas transformando pessoas em animais? Navios gigantes voando sobre as nuvens? Centenas de mundos coloridos brilhando no céu?

Estou sonhando novamente?

Sim, finalmente estou! Meus belos sonhos subjetivos invadem meu coração. Palavras e palavras chegam em um absurdo silêncio barulhento. As borboletas resolvem voar em minha barriga.

Chegou a hora de escrever…

Chegou a hora de crescer…

Chegou a hora de viver.

“Como uma brisa suave viverei, trazendo conforto…

Revelando sentimentos… Guiado pelos meus princípios.”