Pequenos Livros: Adivinha Quanto eu Te Amo

O amor pode ser  medido? É nesta emblemática questão que o coelhinho pai e  coelhinho filho se aventuram.

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Adivinha Quanto Eu Te Amo se tornou um clássico-moderno (se assim posso chamar) da “literatura infantil”, com mais de 28 milhões de cópias vendidas no mundo todo, este livro, certamente, passou pelas infâncias de inúmeras pessoas. Tenho certeza que cada uma dessas pessoas tem uma história única com este livro.

Ao ler duas entrevistas com o autor, aqui  e aqui , conheci um pouco mais de Sam McBratney , Irlandês, que está a mais de 30 anos escrevendo “livros infantis”. Recomendo enormemente que leiam =). Um dia eu tento traduzir para colocar aqui no blog.

O autor não esperava que o pedido de seu editor para fazer um picture book ( uma divisão que ocorre entre esses livros) fosse fazer tanto sucesso. Voltando-se à um pequeno fragmento que escreveu em um livro anterior, ele se encontrou no duro trabalho de escrever uma história concentrada em poucas palavras que pudesse trazer uma forte conexão aos leitores.

As palavras de Sam McBratney casaram-se muito bem com as ilustrações de Anita Jeram, para conhecer seu site oficial clique aqui , gosto da simplicidade dos seus traços. Parece-me simples e ao mesmo tempo cheio de detalhes. Dá-me a sensação de liberdade.

As letras do livro são grandes, permitindo leitores de todas as idades! Gosto da harmonia entre o gráfico da letra e a ilustração, nenhum deles saltam aos olhos imediatamente,  impedindo um ou outro de aparecer.

Aqui no Brasil o livro foi lançado pela wmfmartinsfontes com tradução de Fernando Nuno. Você pode encontrar mais informações aqui.

Este livro pode ser encontrado em versão de bolso ( clique aqui), versão pop-up ( que eu particularmente amo clique aqui) e há uma versão (que eu dei de presente para a Flá) feita pela editora Salamandra, chamada livro fofinho, toda em tecido e com um belo acabamento. Na versão fofinha não contém a história integral, porém, não acaba com a essência da história e dá até para dormir em cima dele!

E é com grande felicidade que eu descobri, não muito recentemente, que foi lançado este ano um livro com 4 pequenos contos envolvendo os personagens queridos coelho pai e coelho filho.  Estou louco para ler. Você pode saber mais aqui. Assim que eu ler colocarei uma resenha do livro aqui para vocês.

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ATENÇÃO: A partir daqui pode conter spoiler do livro

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Bom, como eu disse anteriormente, este livro tem uma conexão incrível com seus leitores. Talvez por, realmente, ser uma história universal. Quem nunca ficou tentando medir a quantidade de amor que existe?

O teste que o coelhinho filho impõe ao seu pai tentando entender o quanto de amor existe mostra um pouco de nossas inseguranças quanto a vida e até mesmo ao amor. Precisamos nos sentir amados e amar também. Ainda bem que o coelho pai deixa, no finalzinho, o coelho filho ganhar por um momentinho. Entre ganhos e perdas se faz uma relação.

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Imagine se o coelho-filho perdesse todas? O quanto de insegurança iria ter sobre sua própria capacidade de amar?O amor foi longamente discutido por inúmeros poetas, escritores, cientistas,psicólogos,psicanalistas, entre outros. Isso já revela o quanto é forte esse tema. Repleto de contradições.

E foi assim que esse livro ganhou minha admiração, sua simplicidade para com algo muito complexo. E não deixou de perder a complexidade. Do livro se pode tirar inúmeras discussões.

Lembro-me muito bem do dia em que a Flávia me apresentou esse livro, dizendo que fez parte da sua infância. Li e a pergunta que ficou em minha cabeça foi: Em que lugar estava esse livro enquanto eu sofria, enquanto criança, com a dúvida sobre o amor da minha família? Poderia ter me ajudado a entender todas as fantasias que tive. Sou o único que teve e tem essas fantasias sobre o amor?

Com o tempo fui descobrindo mais e mais sobre esses sentimentos e vi que a dúvida não só é exclusividade do amor e sim dos diversos sentimentos para o mundo. Percebi que eu precisava duvidar para acreditar.Os testes sempre aparecem…Afinal, muitos não dizem que são nas piores situações que os verdadeiros amigos aparecem? Parece-me um teste. Não?

Toda essa discussão me lembra (e muito) o filme Amour, um filme francês, lançado em 2012 do diretor Michael Haneke com roteiro do mesmo. Este filme nos trás a história de um casal (Anne e Georges) de idosos.  Anne, ao passar por uma cirurgia, tem parte de seu corpo paralizado. E assim, os dois começam a enfrentar situações muito difíceis e complexas. O quanto estamos dependentes de um outro-segnificativo? Qual o limite da quantificação e teste do  amor . E, enfim, o que é o amor? Se puder, assistam! Eu o recomendo e gostaria de discutir sobre a percepção de vocês, meus queridos leitores, sobre essas questões!

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          E a pergunta do dia é: O quanto você ama?  (Tem resposta para isso?)

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2 Comentários (+adicionar seu?)

  1. fbianquini
    mar 10, 2013 @ 11:43:02

    Este livro foi um dos primeiros que li, e o primeiro que me apeguei. Não sei bem o porque, mas lembro de tê-lo pegado infinitas vezes na biblioteca da escola, queria sempre lê-lo. Lembro de ter reencontrado-o em uma das bibliotecas da faculdade e ter te apresentado, fico feliz por ter tanto gostado do livro. Depois de tantos empréstimos na biblioteca, hoje sou feliz porque já tenho duas versões na minha estante ❤ (um deles foi você quem me presenteou!). E advinha o quanto eu te amo?

    Responder

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