My Precious: Sketchbook


Queridos leitores,

Gostaria de compartilhar uma coisa muito legal que fiz recentemente. Além de ter começado um curso de desenho, empoguei-me e fiz um, não, dois sketchbooks. Vocês sabem o que é isso?

Sketchbooks são cadernos que normalmente não são pautados. Nele você pode fazer recortes e colagens da sua vida. Muitos o chamam também de diário, mas, o sketchbook é normalmente usado por desenhistas, ilustradores e artistas  para esboços ou portfólio de suas produções.

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Neste fim de semana, como eu estava cheio de coisa da faculdade para fazer, resolvi fazer outra coisa!  Junto com a Flávia (que está com o pé imobilizado), passamos dois dias elaborando, planejando, montando, colando, desenhando, pintando e derrubando (mãe da Flávia se estiver lendo isso e achar alguma mancha na sua cozinha, peço sinceras desculpas) dois sketchbooks.

Nós pensamos em inúmeras formas de montá-lo. Como faríamos a encadernação?

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A Flávia lembrou que no blog two bee havia uma postagem  sobre o assunto e, por meio desta postagem, encontramos um canal do youtube com muitos tutoriais sobre encadernação. Assistimos vários vídeos e vimos que nossas habilidades manuais não nos permitiriam (no momento) realizar uma encadernação por costura.

Lembramos, então, que em um encontro com o ilustrador Odilon Moraes, nós vimos como ele produzia os esboços de seus livros. Ele nos ensinou a usar micropore para unir as páginas ao fazer um livreto. Resumindo, fica muito bonito, gostamos muito do resultado e é relativamente fácil de fazer (se comparado com as encadernações com costura).

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Aqui está o resultado, espero que gostem! As ilustrações eu reproduzi do livro Patrícia de Stephen Michael King, apenas mudando algumas cores (usei pela primeira vez minha aquarela =D ).

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Kids’ Book Review


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O Kids’ Book Review é um site australiano totalmente voluntário  sobre literatura infantil em que apresenta inúmeras resenhas e apresenta diversos autores e editores da Austrália e outros internacionais.

Ele é dirigido por uma equipe de mulheres que têm muita experiência na mundo da literatura infantil. Na equipe há autoras, editora, educadora, fonoaudióloga, blogueira, designer de livro, mãe e amantes dos livros.

O site cobre notícias, entrevistas, artigos, eventos, entre outros ligado a esta área. Atingindo 70 mil acessos por mês, estão entre os sites literários mais respeitados. Espero que meu futuro livro um dia seja resenhado por eles. Não é impossível, não é mesmo?

O site está em inglês, mas o google tradutor ajuda. Aproveitem o site e, assim como o My Blueberry Post tenta proporcionar, conheçam novos autores e novas histórias.

 

Para conhecer mais sobre o site clique aqui

Entrevista: Margaret Wild


Olá pessoal, lembram da postagem do livro da Vó Nana? Alguém leu o livro por indicação do post? Bom você tem mais um motivo para querer depois de ler a entrevista com  a autora Margaret Wild.

O My Blueberry Posts obteve permissão de um site australiano de livros infantis para traduzir a entrevista que foi feita por eles com a autora. Sem grandes delongas, que estamos todos curiosos, segue a entrevista:

Tradução: Marina Fioravanti

Fonte: Kids’ Book Review

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A Kids Book Review está realmente emocionada em receber a adorável Margaret Wild – estimada e premiada autora – com esta entrevista fascinante. Eu conheci Margaret em Camberra no ano passado, quando ela lançou “Itsy Bitsy Babies” e também foi encantador ouvi-la ler pessoalmente, junto com o autor/ilustrador Jan Ormerod. Aproveite!

 

Bem vinda, Margaret. Conte-nos um pouco sobre você.

Eu cresci na África do Sul e vim para a Austrália no começo dos anos 70. Eu já trabalhei como jornalista e editora de livros, mas agora eu escrevo em tempo integral. Eu tenho dois filhos, ambos adultos, e dois netos. Jack tem três anos, e é maravilhoso ver a alegria dele com as pequenas coisas da vida.

Há quanto tempo você escreve?

Meus primeiros livros, incluindo “There’s a Sea in My Bedroom”, ilustrado por Jane Tanner, foi publicado em 1984 – e eu continuei escrevendo para crianças desde então. Enquanto eu tiver ideias e algo a dizer, vou continuar.

there's a sea in my bedroomEu amo escrever livros para crianças. Quando sou contaminada (literalmente, ela diz “quando pego o germe de uma nova ideia”) por uma nova ideia, eu estremeço levemente pela antecipação ou reconhecimento. Eu não faço nada de imediato com a ideia. Eu a deixo lá, no fundo da minha mente e penso sobre ela de vez em quando, deixando ela “amadurecer”, às vezes anoto partes da história. Uma vez eu tive a história toda na cabeça – eu preciso saber, especialmente, como começa e como termina – sentei no computador e escrevi o primeiro rascunho. Então, eu continuei reescrevendo – rascunho após rascunho – até que eu senti que ela estava tão boa quanto eu poderia fazer, o que geralmente não é bom o suficiente.

Como você decidiu escrever para crianças?

Além de escrever para jornais e revistas, eu sempre me aventurava com pequenas histórias e poemas, mas eu não tinha ideia do que eu realmente queria escrever. Quando meus filhos eram pequenos, eu lia para eles todos os dias e amava livros infantis como “Millions of Cats” de Wanda Gag e “The very Hungry Caterpillar”, de Eric Carle. Dois dos meus livros favoritos de todos os tempos são “Where the Wild Things Are”, de Maurice Sendak e “John Brown, Rose and the Midnight Cat”, de Jenny Wagner. Estes dois livros me fizeram querer tentar escrever minhas próprias histórias. Eu senti que tinha achado meu lugar.

Você se lembra da primeira história que escreveu?

Na verdade, eu escrevi três histórias, uma após a outra, e as mandei para diferentes editoras. São elas “Something Absolutely Enormous”, “On Shoe On” e “There’s a Sea in My Bedroom”. Para minha surpresa, todas as três foram aceitas e publicadas em 1984.

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Fui muito afortunada em ter “There’s a Sea In My Bedroom” como finalista do CBC Awards (Prêmio do Conselho de Livros Infantis da Austrália), pois significava que o livro tinha atraído certa atenção e que as editoras seriam receptivas quando eu as mandasse mais histórias.

Qual a sua maior paixão em escrever livros para crianças?

As crianças são muito imaginativas e abertas para o mundo, isso me dá a liberdade de inventar histórias que me interessam – e que eu espero que interesse às crianças. Desde que a história e os personagens sejam críveis, as crianças estão dispostas a aceitar porcos idosos (que morrem), pequenos cachorros que cabem no bolso e um mar dentro do quarto.

Porque você escreve?

Basicamente, eu acho que escrevo porque, se eu não o fizer, me sentirei inquieta, infeliz e insatisfeita. Eu preciso fazer alguma coisa, criar alguma coisa – quando eu tenho uma ideia nova, uma nova história, me sinto contente, alegre, absorta, engajada e razoavelmente agradável de conviver.

No ano passado, você lançou “Itsy Bitsy Babies”, ilustrado por Jan Ormerod. Como foi trabalhar com outro autor/ilustrador renomado?

Jan e eu não nos encontramos até depois que o livro foi publicado, o que frequentemente acontece quando os escritores e ilustradores vivem em estados ou países diferentes. Quando eu estava escrevendo a história já tinha as figuras dela em mente, então fiquei encantada e maravilhada quando ela concordou em ilustrar o livro.

Nós nos encontramos uma vez, quando o livro foi publicado, e eu não fiquei surpresa em descobrir que ela é tão adorável quanto seus personagens. Nós estamos fazendo outro livro juntas, “Itsy Bitsy Animals”, e novamente temos pouco contato. Espero que possamos nos encontrar quando o livro for publicado.

Você já escreveu um grande número de belos e premiados livros infantis. Você pode nos dizer quais são seus favoritos (dos seus próprios) e porque você os escolheu?

Pra ser honesta, meu livro favorito será ou o que eu acabei de finalizar ou um em que ainda estou trabalhando.

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Dos que já foram publicados, gosto muito de vários deles por diferentes razões. Por exemplo: There’s a Sea in My Bedroom, pois foi meu “livro da sorte”; Fox, porque as ilustrações, tipografia e design de Ron Brooks são incrivelmente originais , belas e inovadoras; Old Pig (também ilustrado por Ron), porque as imagens são encantadoras. Harry and Hopper, porque a ilustradora Freya Blackwood aproximou-se da história de maneira muito sensível.

Mas não acho justo citar apenas estes livros. Tem sido um privilégio trabalhar com ilustradores tão talentosos – pessoas como Julie Vivas, Ann James, Terry Denton, Donna Rawlins, Wayne Harris, Ann Spudvilas, Stephen Michael King, Deborah Niland e Kerry Argent.

Qual foi o livro mais difícil de escrever?

Acredito que o mais difícil foi o livro de poesias,  Jinx and One Night. Pois é composto por partes bem curtas, e cada palavra conta. Um palavra errada ou rima fora de lugar logo irá sobressair.

Quais as três características de um bom livro infantil?

Acredito que são necessárias mais de três: uma ideia original, personagens chamativos, uma boa história, um final satisfatório e, é claro, a junção dos melhores textos às melhores ilustrações. Pois um livro infantil tem, no máximo, 32 páginas, não há espaço para sub-tramas ou muitos personagens. Acredito que uma ideia interessante é o cerne da história.

Que livro você gostaria de ter escrito?

Tenho que mencionar pelo menos oito! Bark, George de Jules Feiffer. John Brown, Rose and Midnight Cat de Jenny Wagner. Millions of Cats de Wanda Gag. Owl Babies de Martin Waddell. The Giving Tree by Shel Silverstein. Good Night Moon de Margaret Wise Brown. The Very Hungry Caterpillar de Eric Carle. Where the Wild Things Are de Maurice Sendak. 

Quais foram os grandes obstáculos que você vivenciou ao longo de sua carreira?

Meu maior obstáculo foi, na verdade, minha própria falta de persistência – eu comecei muitos livros ao longo dos anos, mas terminei poucos deles. Para mim, escrever um livro é como correr uma maratona – como eu sou pequena e leve acredito que sou uma boa corredora. Mas estou determinada a fazer melhor.

 oldpigComo o cenário da literatura infantil australiana tem mudado na última década e que rumos tem tomado?

Acredito que a aceitação dos livros infantis tem sido menor, pois sua produção tem sido cada vez mais cara, e eu não acho que muitas editoras estão interessadas em produzir livros “difíceis”. Por outro lado, parece haver uma fatia de mercado insaciável por livros de fantasia e romances. Portanto, meu conselho para novos autores seria para escrever alguns romances para leitores mais jovens, pois é mais provável que eles os aceitem prontamente.

Se você não fosse escritora, o que seria?

Se eu tivesse o talento (que eu não tenho) eu seria pintora. Não consigo pensar em nada melhor do que mexer com charcoal, lápis e tinta. Eu adoro o trabalho de Joy Hester – é muito expressivo e emocional. Psicologia infantil também me interessa muito, bem como história da arte.

Quais livros você leu e gostou quando era criança?

Assim que eu descobri que conseguia ler com facilidade e fluência. eu devorava cada livro em que colocava minhas mãos. Li todos os da Enid Blyton, a série Anne of Green Gables de Montgomery, Seven Little Australians e outros livros de Luisa May Alcott, The Scarlet Pimpernel de Baroness Orczy,Peter Pan de James M. Barrie, Daddy-Long-Legs by Jean Webster,
As soon as I discovered I could read easily and fluently, I devoured every book I could lay my hands on. All of’s books, series by L.M. and other books by Ethel Turner, Little Women and other books by Louisa May Alcott,  Greek myths and endless collections of fairy tales (My favourites wereThe Snow QueenThe Little Mermaid and The Selfish Giant). 

 

Descreva seu processo diário de escrita.

Antes de tudo, café! Na verdade eu não trabalho em um horário específico. Se eu estou absorta em um livro, penso a respeito dele constantemente e me sento em frente ao computador durante algumas horas. Quando eu travo, simplesmente descanso por um tempo. De alguma forma, apenas por estar relaxada, acho que os problemas acabam se resolvendo por si mesmos. Uma nova ideia me renova o ânimo de voltar para a história. Geralmente trabalho em vários projetos de uma vez. Se me canso de um, posso dar uma pausa e trabalhar em outro.

Você tem algum conselho para os aspirantes a autores e ilustradores de livros infantis?

Simplesmente comece. Muitas pessoas com quem converso que dizem querer escrever ou ilustrar nunca finalizam um trabalho. Escreva, mande para uma editora e, enquanto você espera pela resposta, comece a próxima história. Seja determinado e resiliente, aceite as críticas e a rejeição. Os editores estão aí para lhe ajudar a fazer o melhor livro possível.

Descreva a si mesma em cinco palavras.

Um trabalho otimista em andamento.

O que vem a seguir para Margaret Wild?

Alguns livros de fantasia para crianças de 9-12 anos, um de poemas para a mesma faixa-etária, um romance para leitores mais velhos (se algum dia eu termina-lo) e diversos livros infantis.

 

My Precious: Capa “jacket” pequeno príncipe


Olá queridos leitores, sejam bem vindos a mais uma nova categoria do blog!

Tem coisas que a gente ganha e que gostamos tanto que a gente quer mostrar pra todo mundo. Não é mesmo? Às vezes são sorrisos ou abraços e que, se fotografados, nós podemos compartilhar, se não, é algo que se torna só nosso. My Precious!

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Faz algum tempo já, que eu ganhei um caderno, mas não sei se devo chamá-lo assim, afinal não é só um caderno, mas também é um caderno. Confuso? Melhor descrevê-lo logo… É um brochura com uma capa “jacket”.  Não sei se esse é o termo certo, mas usei a referência dos livros que possuem uma segunda capa removível.

O brochura é normal, desses que você encontra em qualquer papelaria. A capa é dura e a cor é azul. Todo pautado, com margens simples. A capa foi feita pela Flávia (Que amor!) e me encantou a harmonia e delicadeza dos detalhes. É toda feita em EVA, sendo duas camadas, uma mais fina (a branca) e uma mais grossa a preta.

O “Pequeno Príncipe, foi desenhado em EVA à mão e pintado em aquarela pela Flávia também. As letras foram feitas com cola e glitter dourado. Na lateral está escrito uma famosa frase do livro “O essencial é invisível aos olhos…”.

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Essa frase casa bem com a proposta dessa categoria, trazer objetos essenciais que se não tomamos os devidos cuidados, podem acabar esquecidos no fundo do guarda-roupa. São detalhes, sentimentos, histórias importantes que podem ser contados através deles.

A Flávia me contou que teve uma ajuda da irmã, depois da décima vez que colou os dedos com a cola de EVA que parece aquela cola daquela marca que cola tudo e todo mundo sabe o nome.

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Quase ia esquecendo, mas, na parte interna da “jacket”, há estrelas e astros fluorescentes colados. São daqueles que brilham no escuro e que muito provavelmente você ou seu primo, quando crianças, tinham colados no teto do quarto.

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Quando ela me entregou, disse que era para ser um caderno de sonhos. Isso tem estado na minha cabeça até hoje e talvez, por isso, não consegui escrever ainda. Ainda não sei como colocar meus sonhos no caderno. Estou descobrindo =)

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Espero que gostem desta categoria e, quem sabe, possam  dividir comigo o que vocês têm de mais preciosos! O que acham? Gostariam de colocar no blog os seus objetos preciosos?

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Pequenos livros: Contagem Regressiva


Pronto para a contagem regressiva!

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Como vivenciar os momentos antes de dormir? O que levar? O que fazer? Para o garoto deste livro, este momento é  uma aventura!  Daquelas que nos ajudam a encarar todos momentos da vida.

Contagem regressiva foi publicado originalmente em 2005, com o título original Countdown. Gosto de pensar que este livro não foi escrito, segundo a sinopse brasileira, somente para introduzir os números de 1 a 10 e para divertir os leitores antes de dormir.  Há uma história para além dessa que nos permite uma reflexão sobre nossos momentos.

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A autora, Kay Woodward, trabalha com publicações voltadas para o público infantil  desde 1992. Primeiramente foi editora antes de escrever os próprios livros. Segundo seu site oficial, ela diz que escrever livros é o melhor trabalho de todos. Irlandesa,  nunca morou a mais de 10 Km do mar e sua cor favorita é Azul-marinho. Para conhecer mais clique aquiaqui , aqui ou aqui.  

A ilustradora Ofra Amit trabalha com ilustrações desde 2000. Israelense, formou-se em  comunicação visual em Haifa e já ganhou inúmeros prêmios. Para conhecer mais sobre seu trabalho clique aqui.

As ilustrações do livro traz a sensação de que poderia ser minha casa, com os espaços que sempre passei. Se você prestar bem atenção dá para ver as pinceladas da ilustradora (Isso é fantástico). O gráfico das letras sofre variações quanto ao tamanho (médio a pequeno), porém, não há alteração de cor.

O livro foi publicado no Brasil pela editora A Girafa, dentro do selo girafinha. Com tradução de Fabiana Werneck Barcinski.

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ATENÇÃO: A partir daqui pode conter spoiler do livro

O momento antes de dormir sempre demonstrou muito do que temos com nós mesmos. Para alguns, ele deve ser adiado (medo,angústia,  talvez?), devendo permanecer o mais acordado possível. Para outras pessoas,  é um momento muito importante. Momento de olhar para si mesmo.

Para mim, sempre variou. Já tive inúmeras dificuldades para conseguir dormir. Já tive medo de acabar o dia. Ou, se acabasse, que eu pudesse esquecer tudo o que passou. Não vou mentir, de vez em quando ainda é assim!

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O grande problema é não sentir o tempo passar, não ter noção de vivenciar os momentos. Nesse sentido, acho que um hábito, como ler um livro antes de dormir, poderia me ajudar. Talvez, assim, eu poderia descansar um pouco.

As vezes acho que só falo de dificuldades nessa parte do texto, mas, talvez eu só queira compartilhar questões que provavelmente existem em várias pessoas (Por favor! Falem-me que eu não estou sozinho nessa!) e não temos um espaço para conversar sobre elas.

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Para além disso, continuo buscando um momento em que eu realmente posso descansar e quem sabe ser uma aventura.

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Pergunta do dia: Como é seu momento antes de dormir?

Para saber mais: Autores do livro “O carteiro Chegou”


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Em um certo dia, enquanto Allan Ahlber ( com 22 anos) estava cavando uma cova – ele trabalhou como coveiro – seu chefe apareceu e decidiu que ele seria professor. Seu chefe havia descoberto que Allan tinha deixado a escola com alguns “As” em seu currículo.

Era uma época que não precisava de grandes qualificações para ser professor e Allan foi “empurrado” para conhecer como seria a escola primária. Ele descobriu seu amor pela escola. Anos depois entrou em uma faculdade de formação de professores e foi aí que conheceu Janet. Os dois se casaram em 1969.

Passaram alguns anos, até que Janet, entre 1976 e 1977, propôs que ele escrevesse uma história para crianças em que ela pudesse ilustrar. Foi assim que nasceu uma grande parceria.

Em 1980 nasceu sua filha Jessica, que foi uma grande inspiração para o trabalho dos dois. Inclusive para “O carteiro chegou”. Em algumas entrevistas diz que ao observar Jessica brincando com a caixa de correio, o casal viu que ela realmente gostava de colocar e retirar cartas, e foi daí que nasceu a idéia. Sendo que Allan já trabalhou em sua juventude como carteiro. Em outro site diz que Jessica ficava triste por nunca ter cartas para ela.

Apesar de eu não conseguir achar a “real” história da ideia do livro, foi com “O carteiro Chegou” que a casa do casal foi paga – brinca Allan. Com mais de 6 milhões de cópias vendidas, o livro demorou 5 anos para ficar pronto.

Demorou todo esse tempo para chegar as prateleiras, pois, o casal queria a perfeição. O papel certo, a impressão correta, entre outros. O autor afirma em uma entrevista que “Não é porque o livro é pequeno e seus leitores crianças que não tem que ser perfeito. Em sua própria escala, o livro deve ser tão bom quanto Tolstoy ou Jane Austen.”

O livro teve tanto sucesso que levou a produção de duas continuações. O natal do carteiro, publicado no Brasil pela companhia das letras, e The Jolly Pocket Postman, ainda sem publicação no Brasil.

Tristemente,  Janet Ahlberg faleceu em 1994, com 50 anos. Allan continua escrevendo vários livros, inclusive, preparou um tributo especialmente para Janet entitulado Janet’s Last Book. O último livro em que Janet trabalhou foi o The Jolly Pocket Postman.

Para conhecer muito mais:

http://www.guardian.co.uk/lifeandstyle/2006/jun/24/familyandrelationships.family7

http://www.independent.co.uk/student/career-planning/getting-job/my-first-job-childrens-author-allan-ahlberg-worked-as-a-gravedigger-828044.html

http://www.smh.com.au/entertainment/books/interview-allan-and-jessica-ahlberg-20110818-1iyoa.html

http://www.guardian.co.uk/culture/2011/apr/30/allan-ahlberg-life-in-writing

http://trevorcairney.blogspot.com.br/2010/02/author-focus-janet-allen-ahlberg.html

Pequenos livros: O Carteiro Chegou


Pedalando pela estrada

(Caía a noite estrelada),

Alguém vai indo pro sul:

É o Carteiro da comarca

Em seu uniforme azul […]

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Será que todo mundo recebe cartas? Até mesmo os ursos, lobos, vovós e princesas? É com essa possibilidade que este livro nos encanta. A jornada de um carteiro.

“O carteiro chegou” foi publicado originalmente em 1986 por Janet & Allan Ahlberg e foi um dos grandes sucessos do casal. Eles trabalharam por 20 anos juntos, com mais de 40 livros e vários prêmios.

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O ritmo da história, com o carteiro visitando as casas, e a possibilidade de ver os envelopes e retirar para ler as cartas entregues dão a sensação de realmente entrar na história.Com capa dura, ilustrações delicadas, acompanhamos a intimidade de personagens já conhecidos por nós, como a cachinhos dourados, Cinderela, o Lobo Mau, entre outros.

Gosto de quando um livro interage com seus leitores, trazendo mistério e curiosidade para explorá-lo.

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No Brasil, o livro foi publicado pela editora Companhia das Letras com tradução de Eduardo Brandão.

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ATENÇÃO: A partir daqui pode conter spoiler do livro

Eu sempre fiquei feliz ao enviar e receber uma carta ou cartão postal. Não sei o motivo. Mas, a ansiedade da espera, os detalhes dos envelopes, a surpresa do que vou encontrar é um sentimento muito único.

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A preparação de envio também sempre exigiu muito de mim… Quero dizer um milhão de coisas, mas, sei que neste momento são só para as coisas essenciais. Não teria sentido escrever tudo o que vi, ouvi e fiz.  Você não sabe o momento em que a outra pessoa vai receber, é demorado. Restam assim, as peripécias cotidianas mais significativas.

Eu e a Flávia colecionamos postais e trocamos cartas com alguns correspondentes estrangeiros e lembro-me quando, em um dia triste, daqueles dias que quase nada nos animam, ter recebido uma carta do sri-lanka. A carta trouxe consigo um carinho, sinceridade e amor que era impossível não se sentir bem.

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Falando em coleção de postais, estamos preparando um post super especial contando sobre eles. Quem sabe, você, meu leitor, não se anima de trocar correspondência comigo.

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Pergunta do dia: Você gosta de enviar ou receber correspondência? (Menos contas para pagar claro! Haha)

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Fora de foco


Olá, tudo bem?

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Escolhi essa foto só porque estou com uma câmera na mão (:

Chamo-me Flávia, mas nas minhas criações, normalmente as que acabam na internet, gosto de assinar por fbianquini, então aqui também serei fbianquini. Embora ainda não tenha aparecido formalmente, já apareci aqui no blog. Sou responsável pelas últimas fotografias do My Blueberry Posts, mais precisamente, desde o post sobre o livro “O Rei Que Queria Mudar o Mundo”.

Claro que não totalmente responsável. Tenho trabalhado com o Anderson para que possamos trazer fotos de qualidade para o blog. Para mim, a qualidade de uma foto não depende só das lentes que a produz, mas muito do que pensa quem está por trás. As fotos do blog são pensadas antes, não pegamos simplesmente o livro e o fotografamos para ilustrar o post. A nossa ideia é de produzir algo que tenha significado e seja bonito. Bom, acho que mais pra frente posso falar mais sobre isso.

Essa foto não entrou na postagem, mas eu gosto muito dela (:

Essa foto não entrou na postagem, mas eu gosto muito dela (:

A convite do Anderson, tornei-me colaboradora do Blog. Com as fotos nós já estamos trabalhando e há a possibilidade de ter uma coluna minha aqui no blog. Como vocês já devem ter percebido, meu jeito de escrever é muito diferente do Autor do Blog, além disso, meus interesses são outros. Acho que irei escrever um pouco sobre fotografia e cinema, o pouco que estudei por conta própria, pois, assim como o Anderson, sou estudante de Pedagogia.

As coisas que sei sobre fotografia e cinema tem muita relação com as minhas experiências pessoais, portanto,  não é  um estudo muito aprofundado. Porém,  acredito que seja muito interessante.Quem quiser conhecer mais um pouco sobre mim e sobre o meu trabalho, convido para que conheça meu blog, o Algumas Páginas (:

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Bom, neste momento, queria aproveitar para  contar um pouquinho para vocês que,  depois de ter visto o post “top 10 capas favoritas #2” no blog da Mel – a series of serendipity – fiquei com muita vontade de ver/ler o livro Ligeiramente fora de foco de Robert Capa. Eu já tinha visto indicações do livro em outros lugares, mas quando vi no blog da Mel, procurei na base de acervo das bibliotecas da universidade onde eu estudo, encontrei e finalmente estou com ele em mãos.

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Já corri os olhos em algumas páginas e li logo no prefácio

“Se suas fotos ainda não estão boas o suficiente, é porque você ainda não está perto o suficiente” (CAPA, 2010, p. 15).

O livro me conquistou.

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Fiz essa foto de uma maneira diferente, ao contrário do que parece, não é uma montagem. Querem saber como eu fiz?

Ligeiramente fora de foco é um livro da COSACNAIFY , que, por sinal, é uma ótima editora de livros infantis. Quem quiser adquirí-lo pode comprar pela própria editora em sua  loja virtual. Com certeza é uma ótima aquisição para se ter na estante, afinal, além de ser um livro muito interessante é muito bonito. Começando pela capa que é “Hardback” (capa dura) e tem uma foto do próprio fotógrafo e autor do livro Robert Capa editada de uma forma que pra mim ameniza o real cenário.

A versão que estou lendo é de 2010, mas o livro foi publicado pela primeira vez no ano de 1947. Logo na introdução tem uma das fotos mais conhecidas do Robert Capa.

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Esta foto pode ser de um miliciano legalista espanhol atingido durante um treinamento ou pode ser Federico Borrel García que recebera um tiro fatal perto da aldeia de Cerro Mur. Em que história acreditar?

Este livro é um registro da guerra, mas não se trata de um documento histórico. Seria um bom roteiro, pois Capa sempre fora um nato contador de histórias. Engraçado é que a própria vida de Capa já servira para roteiro. O dilema de seu romance com a atriz Ingrid Bergman serviu como inspiração de Hitchcock no filme Janela Indiscreta (1954).

Escolhi colocar aqui tal foto de Robert Capa para mostrar que muito além de ser um fotógrafo, ele foi também escritor, repórter e romancista.

Acredito que neste livro há uma história que tem muito a ver com o que eu gostaria de ser:  “uma fotógrafa contadora de histórias’ ,por isso que o escolhi e, neste sentido, aproxima-se com o My Blueberry Posts! Embora, tenha escrito lá em cima que meus interesses são outros, eles são muito próximos dos do Autor do blog.

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Um abraço fotogênico, fbianquini.

Blog – Algumas Páginas – http://algumaspaginas.wordpress.com/
Flickr – http://www.flickr.com/photos/fbianquini/
Twitter – https://twitter.com/fbianquini

Pequenos Livros: Azul-Banana


Já pensou se o amor fosse vermelho? Daí ele seria da mesma cor da caneta de corrigir caderno e não seria muito legal! O amor é verde, verde folha.

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As cores sempre tiveram grandes significados em nossa vida. Elas estão em todos os lugares e estão intimamente ligadas com nossas experiências. É no livro Azul-banana que o pequeno menino nos leva a conhecer sobre suas cores.

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O autor, Geraldo Peçanha de Almeida, já publicou mais de 30 livros. Dentre eles, há 8 infantis e Azul-banana foi o seu primeiro  livro infantil publicado. Pedagogo, já foi professor do ensino infantil e anos iniciais por nove anos. Para conhecer um pouco mais de seu trabalho clique aqui ou pode entrar em contato em seu facebook .

As ilustrações são de Paulino Fernandes Marques, licenciado em artes plásticas pela Faculdade de Artes do Paraná em 2004.

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O letras são de tamanho médio com variação de cores para se adequar às ilustrações. Os gravuras permitem ao leitor entrar no mundo do garoto e reconhecer como as cores, realmente, fazem parte da sua vida e da vida do livro. É ótimo quando conseguímos sentir as palavras nas imagens.

O livro foi publicado em 2008 pela editora autores associados e pode ser encontrado aqui com uma bela promoção ( R$10,00 – visto em 21/04/2013)!

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ATENÇÃO: A partir daqui pode conter spoiler do livro

Há duas cores que, até hoje, sempre me fizeram mais inteiro e tornam meu dia melhor. A cor oceano e o Cinza Tempestade. São poucas as ocasiões em que consigo enxergá-las, porém, quando aparece é simplesmente mágico.

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Uma das minhas relações “corescas” é uma brincadeira que faço desde criança. Toda vez que eu acordava eu buscava sentir qual a cor que estava me representando no dia ou a primeira cor que vinha na minha cabeça. Assim, após a escolha,  eu tentava encontrar a cor em todos os lugares em que eu passava.

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Esta brincadeira é muito simples e me permite descobrir muitas coisas e objetos que encontro pelo caminho.  Eu sempre gostei de fazer isso sozinho ou acompanhado por uma pessoa especial para mim. Sempre foi uma ótima sensação a de observar o mundo nos seus pequenos detalhes. Eu recomendo muito experimentarem também!

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Pergunta do dia: O que a sua cor preferida significa para você

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Novidades: Autores Associados


É com muita felicidade que anuncio a parceria do blog com a editora Autores Associados.

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A editora já existe desde 1976 e foi criado no ano de 2000 o selo ciranda das letras,que  possui “obras que pretendem alcançar o público infantil, juvenil e adulto com textos de qualidade, abrangendo lazer, educação e desenvolvimento do espírito crítico.que visa a produção de livros juvenis e infanto-juvenis, tanto para auxiliar na alfabetização como na formação de um leitor, e futuro adulto, crítico”.

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Você pode encontrar mais informações sobre a editora aqui ou aqui.

Nas próximas semanas irei colocar as resenha de dois livros que acabaram de chegar aqui em casa. Estão curiosos para saber quais são os livros?

Dentre os livros infanto-juvenis da editora que você pode encontrar aqui, quais deles vocês acham que eu escolhi para resenhar?

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